Tenho um medo estranho
Medo de que meu mundo cor-de-rosa
Se apague do real
Se perca em todo esse mal
Que no fundo é um tanto surreal
Tenho um medo esquisito
Um medo de descobrir a verdade
Um medo de saber quem eu sou de verdade
Um medo de que tudo se acabe
Tenho um medo concreto
Um medo que não é só meu
Um medo que também é seu
Um medo de não encontrar quem é meu
Um medo de não conhecer
Aquele que me faz chorar de prazer
Aquele que sem esforço me faz esquecer
Aquele que me diz que não preciso crescer
Tenho um medo de amar
Um medo de me perder nesse mar
Incerto como o tempo
Concreto como o vento
Tenho medo de me perder de paixão
Tenho medo de ficar na solidão
Tenho medo de envelhecer
Tenho medo de me esquecer
Como resolver essa dicotomia
Que tanto me atormenta todo santo dia
Que cava uma linha em minha expressão
Que me deixa na mais profunda tensão
Tenho medo de não saber o que fazer
Tenho medo de não conseguir crescer
Tenho medo de perder
Tenho medo de padecer
Não sei como resolver esse problema
Por enquanto, deixo nas mãos do destino
Deixo tudo nas mãos do Divino...
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